quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Não ando sabendo transpirar devidamente. Os textos não tão saindo direito, então.

Mas hoje aconteceu algo engraçado (lá vou eu contar histórias de transporte escolar denovo...):
Tem um menininha. Pequena, bonitinha, nariz arrebitadinho, cabelinhos encaracolados e a boca miudinha, linda, linda. Só a vejo na volta pra casa, que é quando eu não tô com saco pras músicas da MIX FM e ponho logo meus fones de ouvido e fico olhando pela janela até chegar na minha casa. Ela é do tipo que não pára quieta e vive se estapiando com um outro menininho que eu só vejo na volta também. Eu não sei o nome dela, deve ter uns 8 anos, tem uns olhos lindos de menina mal-criada e cara de quem pergunta "por que?" o tempo inteiro.
Hoje ela se meteu o menino denovo e quando eu fui me tocar, a cabeça do Matheus (o menino!) já tava no chão e ela com um tufo de cabelos nas mãos. E como eu sou meio tiazona tive que brigar com ela e mandar largar o cabelo do Matheus, senão eu mandava chamar a mãe (não sei nem como, mas mandava!). Eu não quis ser grossa... eu acho essa menina a coisa mais lindinha que eu já vi, mas eu tive que reclamar!
Sei que assim que eu terminei de falar, ela mudou completamente de expressão: ficou cabisbaixa, olhando pra fora da janela e pra mim, a janela e eu, com uma mistura de vergonha, raiva, mágoa e... sei lá! Ela me pareceu muito eu quando era da idade dela. Eu me vi ficando chateada quando alguém brigava comigo ou mandava eu parar de tocar em alguma coisa, senão ia quebrar. Foi muito estranha essa sensação, passou tão rápido quanto veio, e deixou uma nostalgia muito estranha depois.
Acabou que eu fiquei muito constrangida de ter tirado sorriso dela com tamanha facilidade... bem que devia ter deixado a menina brincar de puxar o cabelo do Matheus... nem dói tanto.
Eu nem sei porque fiquei pensando nisso depois... mas é estranho ver que alguém, em uma situação, sentiu exatamente o que você já tinha sentido há tanto tempo antes... acho que eu deixei num canto a menininha reprimida que já existiu. As vezes ela aparece denovo.

Mas enfim, pra deixar mais melancólica a minha (e sua, leitor!) vida, eu tava ouvindo Take you on a cruise, do Interpol.
Eu gosto demais dessa banda, cara. Não sei se é pela voz de locutor anos 50 do vocal loirinho e magricelo, ou da apatia natural das músicas.
Não ponho o ao vivo de Take you on a cruise porque perdeu toda a graça quando foi gravado. Então vai outra, tão melancólica quanto, e uma das minhas preferidas. Não reparem o clipe, nem é tão legal.



and we can find new ways of living...
she can read
she can read,
she's bad.. oh, she's bad...

4 comentários:

Anônimo disse...

mari, mari...



xande

lerd disse...

agora explica-se a baixinha invocada que há um pouco em você :)
qualquer coisa,estamod aí pra uma sessão,cobaia :)

Rafaela disse...

mari, entrei para o mundo dos bloggers!
quando aprender a mexer direito vô te favoritar (é assim que fala?).
e...podemos brincar de puxar o cabelo uma da outra qualquer dia desses. ou não, sei la.

beijinhos

Anônimo disse...

se cuida na rua se não te pegamos e arrancamos seu cabelo!!



(tá, eu nao dou medo.)
(cerejinhaqueadorouveramari)