sábado, 11 de agosto de 2007

Sobre o determinismo e minha triste história

Ele existe e está presente em todas as casas de família da classe média, "elite"*, pobres, miseráveis e tudo mais. Não da forma pura, sem essas idealizações de virtudes e ações honrosas. Mas num modelo mais cru, quiçá psicológico.
Depois de algum tempo de convivência, você percebe que para absorver os bons hábitos, as tais "virtudes", foi preciso muita força de vontade. E contrapartida, as péssimas manias vieram como por osmose.
Eu, por exemplo, faz tempo que me considerei a junção dos defeitos dos meus pais. Mas isso, de início, foi só constatação e hipótese. Hoje em dia eu me vejo nos atos deles. Nos ruins, digo. E começo a pensar que a tal teoria naturalista faz todo o sentido. Mas com uma alteração: O meio não corrompe o homem. O homem é influenciado pelo meio e acaba corrompendo os outros.
O meu caso é exatamente este.
Me tomei de um meio um tanto conturbado, de palavras secas e acusações eternas, pra justificar tudo que eu faço por já ter absorvido isso. É fato, eu não seria tão enfática, direta, ríspida e tragicômica se não morasse num quatro-paredes de hostilidade.
Não culpo ninguém, isso é quase natural.
E com certeza, depois de perceber tudo isso, continua sendo muito mais conviniente pra mim só aceitar as tristezas e permanecer dessa forma. Mudar dói muito mais.
Enfim...

*Um professor meu disse que, pelo grego, "elite" quer dizer inteligente, superior. E no Brasil nunca existiu a "elite". E sim os ricos. Burros.

2 comentários:

Gabriel Nardi, muito prazer disse...

ou "as zelites", como diria o Polvo, neh?

led disse...

mudar não é assim tão doloroso..
eu tambem sou um mix dos meus genitores [que por acaso,são os opostos!]