quarta-feira, 5 de março de 2008

Junebug


Eu não deveria estar aqui agora, mas já que estou...

Ultimamente eu tenho visto uma sequência muito boa de filmes. Fiquei de falar do quanto eu gostei do "Onde os fracos não têm vez" e o quanto esse filme me fez pensar sobre muita coisa, mas como tinha tanta coisa pra dizer, eu me embolei e o texto não saiu. Acabou que o filme ganhou o Oscar de melhor filme (Grande coisa. Finalmente os velhinhos gagos judeus tomaram rumo na vida e escolheram um filme realmente bom pra premiar. Eu já tava de saco cheio dos senhores tantos anéis) e ganhou o Prêmio Mariana de Prefêrencia. Prêmio criado por mim mesma, especilamente feito pra premiar os filmes de minha vida de cada ano. Bom, "Onde os fracos..." virou um filme com um mérito especial, portanto de mês em mês eu vou premiar qualquer porcaria que me agrade.
Mas não é disso que eu quero falar, especialmente. Mas voltando ao Oscar, o meu assunto deste post ganhou algumas estatuetas feiosas, e meu apreço também, então...

Eu não acreditava muito em "Juno" quando vi o trailer. Achei curioso um filme aparentemente "feliz" tratar de um assunto chato como gravidez na adolescência. Chato, traumático e repetitivo, como nossos professores, desde a tia Maurinélia da quarta série, gostavam de enfatizar. O grande lance foi usar de um assunto aparentemente mortal (é, eu me mataria se estivesse grávida agora) de uma maneira tranquila, do tipo "as coisas acontecem e passam". No caso, Juno teve um final muito feliz, coisa que eu não sei bem se pode acontecer legalmente aqui no Brasil, tipo, dar um bebê pra adoção simplesmente por que você não quer criá-lo. Mas isso é o de menos, considerando que aqui as pessoas jogam os bebês indesejados nos rios ou em lixos, ou coisa parecida...
Outra coisa a ser levada em conta é a atriz -cujo nome eu não me lembro, hehe- que fez "Menina má.com". Porcaria de nome. É a tradução maldita de "hardcandy", que no fim das contas é um filme muito bom. E a menina é espetacular, muito boa atriz mesmo. Acho que ela deve ser meio debochada e metida a sabichona normalmente, porque os papéis dela são sempre meio arrogantezinhos. Mesmo que sua personagem em "Juno" seja radical até demais.
Outro ponto positivo do filme é mostrar a história de uma menina normal, de 16 anos, que esteve afim de transar com o melhor amigo e de fato o fez. Sem as frescurinhas de virgens loucas e neuróticas que a gente costuma ver e ouvir por aí. Ela simplesmente quis e fez, na maior naturalidade de quem aceita suas vontades em vez de bobagens idealizadas de meninas imbecis. Ou seja, não tem por que insistir em tanta hipocrisia sem fundamento em relação à esses assuntos que acabam sendo muito mais simples do que o imaginado. O único problema foi ela ter ficado grávida. Hehe, coisa pouca, né, vamos combinar...
A história, no geral, não é nada incrível e inovador mas é muito divertida, bem contada, e engraçada em algumas cenas. A menina é boa mesmo. Não a Juno, a personagem, mas a atriz de nome desconhecido. É o simples que agrada, sem os quilos de açúcar e mel escorrendo de histórias românticas. O filme é de um romance sutil, que acaba sendo o que realmente acontece em nossas vidas, as coisas pequenininhas que acabam sendo mais emocinonalmente reais do que "Cinderela", por exemplo.
Além disso tem a trilha sonora (que eu acho que acabou levando um Oscar também... se não me engano...) que casa perfeitamente com o tipo de filme. As músicas me lembram uns desenhos mais educativos que passavam no Cartoon Network em 1900 e pedrinhas que aposto que eu fui a única pessoa a acompanhar. Bem, tem até Belle and Sebastian na trilha!! Acredito que isso tenha sido o motivo que fez grande parte dos indies começarem a endeusar o filme, enfim, eu gostei. O suficiente pra ficar cantarolando o finalzinho da última música por um bom tempo...
"I don't see what anyone can see in anyone else, but you..."
Diz se não é bonitinho?

6 comentários:

maíra disse...

aah, eu conversei com andrei de novo sobre o "onde os fracos" e, juntamente com a conversa daquele dia com voce, estou respeitando muito o filme. só nao digo que gostei porque sou orgulhosa pra caralho. mas tudo culpa dessas pessoas mongois que colocam "meninamá.com" no lugar de "hardcandy" e "onde os fracos..." no lugar de "no country for old man", porque nesse caso foi cruel! ver o filme com a perspectiva que o principal é o policial lá, nossa, deve ser outra coisa. que bom que eu só compro filme na feira, então verei de novo... é!

e não vi juno ainda... poxa...

Vivian Resende disse...

Preciso de fiiiilmes!

neto disse...

Além do filme ser todo bem amarrado e como você disse e eu concordo, contar com uma ótima atuação da atriz principal(que não sei o nome), acho que um dos maiores (ou maior) mérito dele é tratar desse assunto com humor e uma despretensão de quem não quer nada, fazendo com que seja algo simples. Talvez seja essa uma das mensagens que o filme pretende passar, tratar com simplicidade as coisas.

Henrique disse...

Poxa!Quando voce finalmente escreve um texto novo, ce fala dum filme q eu nao vi...
Onde os fracos nao tem vez é muito bom msm!

Paula. disse...

ellen page o nome da garota. Eu não vi meninamá.com (que nome ridículo. mesmo.. eheuhe) nem onde os fracos não têm vez (o lucas disse que eu não ia gostar).
Quanto a Juno, assino em baixo tudo o que vc disse. Só precisava de um finzinho melhor, mas eu não consigo imaginar que outro fim o filme teria...
que seja!
inté, mariscana.
poste mais!

garibel disse...

Onde os fracos... é perfeito
E tem razão, a frse é bonitinha msm
verei Juno assim que possivel